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Coluna Boa Semente


FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO
Domingo, 29 de Junho de 2008

Início do Ano Paulino

Introdução

Minhas queridas irmãs e meus queridos irmãos, neste domingo, festejamos o Dia do Papa. É importante que rezemos por ele.

Por outro lado, é o dia que a Igreja comemora suas duas grandes colunas: Pedro e Paulo. Por mais que Pedro tenha sido o substituto de Jesus, Paulo tem o seu mérito. E a Igreja foi regada pelo sangue desses dois Apóstolos. Paulo teve uma vida ora de gentio, ora de judeu. Possui o seu valor. Nenhum escritor bíblico teve tantas obras como Paulo. Foi uma coluna da evangelização, da missão, do Evangelho, do Reino de Deus. Por isso, devemos aproveitar intensamente este ANO PAULINO, que se inicia a partir de hoje, para conhecermos ainda mais este grande Arauto do Evangelho chamado Paulo. Que fez da Carta aos Romanos (seu principal escrito), o Evangelho dentro do Evangelho.

É bom lembrar também, que, neste domingo, deveremos ser um pouco mais generosos com nossas ofertas, pois serão encaminhadas para a Cúria Diocesana. A Cúria, por sua vez, vai mandá-las para o Vaticano. Esse dinheiro será usado para a Evangelização do mundo. Minha oferta é a minha contribuição para que o mundo seja melhor do que é.

Liturgia da Palavra

1.ª Leitura: At 12,1-11.
 
Naqueles dias, o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos pães ázimos. Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da páscoa. Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: Levanta-te depressa! As correntes caíram-lhe das mãos. O anjo continuou: Coloca o cinto e calça tuas sandálias! Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: Põe tua capa e vem comigo! Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. Então Pedro caiu em si e disse: Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!

 

Salmo Responsorial Salmo Sl 33(34).

R.: De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

- Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

- Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

- Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

- O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

2.ª Leitura: 2Tm 4,6-8.17-18.

Caríssimo: Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

Evangelho: Mt 16,13-19.

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: Que dizem os homens ser o Filho do homem? Eles responderam: Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas. Então Jesus lhes perguntou: E vós, que dizeis quem eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o messias, o Filho do Deus vivo.

Respondendo, Jesus lhe disse: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus.

PARTILHA

Minhas queridas irmãs e meus queridos irmãos, na 1.ª Leitura, temos o sofrimento de Pedro: sua prisão. A oração da comunidade e a libertação de Pedro.

Daí a percepção de que a força do cristão e da Igreja está na oração. Enquanto Pedro estava na prisão, a Igreja rezava sem cessar e imediatamente o anjo de Deus veio libertá-lo.

A oração constante e confiante é uma arma poderosa, com a qual os filhos de Deus podem vencer todos os males e todas as forças inimigas. Quando rezamos com confiança, Deus mesmo vem ao nosso encontro, nos consola, fortalece e nos faz vencer qualquer dificuldade.

Por outro lado, a comunidade cristã, que não reza, não pode se manter fiel ao Senhor, não consegue vencer suas dificuldades, sucumbe diante das tentações e acaba sendo arrastada pelas forças do mal. A oração é o alimento da nossa alma e o segredo da vitória dos filhos de Deus.

Na 2.ª Leitura, temos o sofrimento de Paulo. Preso, parece que está se despedindo. Depois de toda uma vida dedicada ao serviço do Senhor e cheia de sofrimentos, agora ele pode contemplar feliz o fim de sua carreira. Como prêmio por tamanha dedicação, lhe está reservado o martírio.

Ele que durante toda a vida procurou imitar o Senhor em tudo, recebeu também a graça de imitá-lo na morte. Depois de ter oferecido tudo ao Senhor, com alegria oferece também a única coisa que lhe restava: a vida. Mesmo assim, não julgou-se com nenhum mérito diante de Deus. Pede somente que lhe seja dada a cora dos justos, isto é, que seja acolhido pelo amor misericordioso do Senhor. O martírio não lhe causa nenhum espanto.

Ao contrário, é acolhido com certa alegria e a própria morte é vista como uma simples partida; ainda que seja a mais importante de todas, pois somente esta lhe conduzirá ao encontro daquela meta pela qual ele havia empenhado toda a vida.

Este é o exemplo e o desafio que hoje nos é proposto. O Senhor quis e quer necessitar do nosso serviço. È preciso muita coragem e fé para entregarmo-nos totalmente e que esta nossa entrega seja algo totalmente gratuito, fruto do mais puro amor.

Finalmente no Evangelho, temos na pessoa de Pedro, a revelação que Deus lhe deu. Por outro lado, temos já um indício do sofrimento de Cristo. Jesus estava passando a liderança para Pedro, porque sabia que ia deixar esta vida.

Isto se dá exatamente na confissão de fé de Pedro no messianismo de Jesus e a confirmação pública de seu primado dentro da Igreja. Foi em nome de toda a Igreja que Pedro tomou a palavra e disse: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.Foi como representante de todos os demais e em nome de todos os irmãos na fé, que ele proclamou tal fé em Jesus.

Portanto, para a fé da Igreja, segundo o testemunho de Pedro, Jesus não é somente um homem de Deus, como foi João Batista, nem simplesmente um profeta, por maior que fosse, mas é o Cristo de Deus, o Messias esperado, o Filho do Deus vivo, o único Salvador dos homens, Ele é o Deus em quem devemos crer e esperar.

Jesus só confiou o primado a Pedro, depois da sua confissão de fé. Haveria de ser grande a sua missão, mas Jesus não teve medo, porque viu que era grande e sincera a sua fé. Assim que foi confirmado na nova missão, Pedro recebe do Senhor um nome novo: não mais Simão, mas Pedro, que significa pedra sobre a qual o Senhor haveria de edificar a sua Igreja. O novo nome indicava também uma nova missão. A mudança exterior era somente imagem da grande mudança interior que Deus havia realizado no coração de Pedro.

De fato, daquele momento em diante, ele sempre ocupou o primeiro lugar dentro da Igreja. Deixa de ser o simples e rude pescador da Galiléia para ser um autêntico pescador de homens. Ele foi a primeira testemunha da ressurreição, mesmo não tendo sido o primeiro a constatar o túmulo vazio. Foi ele quem guiou os primeiros passos da Igreja até Pentecostes. Naquele dia, foi ele quem tomou a palavra e anunciou sem medo a vitória de Jesus sobre a morte.

Foi o primeiro a reconhecer a necessidade de a Igreja sair das sombras do templo dos judeus e abrir suas portas aos pagãos vindos de todas as raças, povos e línguas. A ele Jesus entregou as chaves do Reino dos Céus, símbolo de seus poderes, que através de Pedro foram passados a toda Igreja, de modo que o que ele e seus sucessores ligassem ou desligassem na terra, seria ligado ou desligado no céu.

Por isso, minhas queridas irmãs e meus queridos irmãos, hoje queremos mostrar nossa gratidão a Deus por estes dois grandes santos, duas colunas robustas sobre as quais a Igreja firmou suas bases e que representam e personificam as duas dimensões essenciais da Igreja: missionária e organizativa.

Por fim, os textos bíblicos que nos são propostos para esta Festa de São Pedro e São Paulo, é um convite para que cada um de nós valorize os momentos de Oração, sejam eles individuais ou comunitários.

Tenho visto por aí, uma dificuldade muito grande em valorizar a oração. A oração tem muitas modalidades e possui níveis diferentes. Vimos no Evangelho, a importância maravilhosa da oração comunitária. A Igreja precisa rezar pelo seu padre. Essa oração é libertadora.

O próprio Apóstolo Paulo só conseguiu vencer, combater o bom combate, terminar a corrida, receber a coroa da justiça porque muito rezou. A comunidade também rezou por ele.

Por outro lado, a oração só terá importância se Jesus, realmente, for assumido como o Messias. A resposta de Pedro deve ser a nossa resposta consciente. Jesus deve ser o nosso Cristo, o nosso Messias.

A partir do momento que houver esse reconhecimento, poderemos como Pedro, receber as chaves do Reino dos Céus. Para nós, isso pode simbolizar a nossa Salvação. A nossa chave de entrada no céu. Pensemos nisso!

Deus Abençoe a todos!

Ir. Francisco Aparecido da Silva, CRSP.
e-mail: xicomineiro@yahoo.com.br


Sobre o Ir. Francisco:

- Professo simples da Congregação dos Padres Barnabitas.
- Formado em Filosofia pelo Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus da cidade de São José do Rio Preto - S.P.
- Formado em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino da cidade de Belo Horizonte - M.G.
- Atualmente está se preparando para ingressar no Mestrado em Teologia (estudos Bíblicos) pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção da cidade de São Paulo - S.P.

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OUTROS TEXTOS:

6.º DOMINGO DA PÁSCOA - Domingo, 27 de Abril de 2008
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