Menu Principal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coluna Boa Semente


9.º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Domingo, 01 de Junho de 2008

  

Introdução
           
Minhas queridas irmãs e meus queridos irmãos, a Liturgia deste IX Domingo do Tempo Comum, através da Palavra de Deus, vai nos mostrar, que ajudar os pobres e necessitados é muito mais importante do que rezar, falar bonito ou saber todos os mandamentos de cor e salteado. Ou seja, só teremos novos Céus e nova Terra (cf.: 2Pe 3,13), se possuirmos uma mentalidade nova.

Pois, enquanto nos entregarmos aos desmandos neoliberais e pós-modernos globalizados, estaremos repetindo e perpetuando as estruturas injustas e nocivas dos poderosos, manipuladores e exploradores.

É preciso uma conversão estrutural. O ponto de partida deve ser nossa mudança pessoal. Temos que desestruturar nosso modo de pensar. Isso vai gerar uma crise, que só fará amadurecer.

Devemos mudar de paradigma, reestruturando nossa maneira de ver as coisas sob o prisma do Evangelho, ou seja, olhar para o irmão com os mesmos olhos de Jesus Cristo.

Assim e somente assim, estaremos nos colocando à disposição do Espírito Santo, para que o Senhor possa fazer em nós maravilhas.

Liturgia da Palavra

1.ª Leitura: Dt 11,18.26-28-32.

Moisés falou ao povo dizendo: Incuti estas minhas palavras em vosso coração e em vossa alma; amarrai-as, como sinal, em vossas mãos e colocai-as como faixas sobre a testa. Eis que ponho diante de vós bênção e maldição; a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos prescrevo; a maldição, se desobedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus e vos afastardes do caminho que hoje vos prescrevo, para seguirdes outros deuses que não conhecíeis. Tende, pois, grande cuidado em cumprir todos os preceitos e decretos que hoje vos proponho.

Salmo Responsorial Salmo 30(31)
           
R.: Senhor, eu ponho em vós a confiança; sede uma rocha protetora para mim!

- Senhor, eu ponho em vós a minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

- Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve!  Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

- Mostrai serena a vossa face a vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais!

 

2.ª Leitura: Rm 3,21-25.28.

Irmãos, agora, sem depender do regime da lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus essa, que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé. Pois diante desta justiça não há distinção: todos pecaram e estão privados da glória de Deus, e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Jesus Cristo. Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da lei judaica.

Evangelho: Mt 7,21-27.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? ’Então eu lhes direi publicamente: ‘Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal’. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

PARTILHA:

Minhas queridas irmãs e meus queridos irmãos, hoje a Palavra de Deus nos fala de verdades bem simples e bastante conhecidas por todos nós, desde o início do nosso caminho de fé. Porém, em sua simplicidade de compreensão, estas verdades são de difícil vivência; representam um verdadeiro desafio. Deus nos pede coerência entre fé e vida; entre aquilo que dizemos e o que realmente fazemos; entre fé e obras; crer e agir. Mesmo já tendo experimentado inúmeras vezes a dificuldade em sermos coerentes, não podemos desanimar da caminhada, pois esta é uma meta para a vida. Ainda que nos faltem forças e qualidades humanas, não estamos sós, a graça caminha conosco.

Seguindo esta premissa, encontramos na 1.ª Leitura, que Deus vem como algo imprescindível. Há uma dialética entre bênção e maldição. As pessoas que cumprirem os mandamentos serão abençoadas. As pessoas que não cumprirem, serão amaldiçoadas. É bom lembrar que os judeus tinham 613 Mandamentos para cumprir.

Neste sentido, a Palavra do Senhor deve envolver a totalidade da vida do homem, deve estar na mente e no coração, isto é, deve marcar as idéias e os sentimentos, a teoria e a prática, o pensamento e a ação. Tudo deve ser comandado pela Palavra de Deus.

Desta fidelidade à Palavra de Deus, vai depender a felicidade ou infelicidade da pessoa. Portanto, a bênção ou a maldição. A bênção e a maldição da qual nos fala o texto bíblico não deve ser vista como recompensa ou castigo... Esta é uma forma de expressar quais são as conseqüências do bom ou mau uso da liberdade. Se a pessoa escolhe o bem, avança para a felicidade, se escolhe o mal, caminha para a perdição.

Qual é o lugar da Palavra de Deus na minha vida, na minha convivência familiar, social e profissional, na minha vida privada ou pública, na minha mente e no meu coração?

Já na 2.ª Leitura, Paulo fala que estamos livres das leis mediante a fé em Jesus Cristo. A lei justifica. A fé em Jesus Cristo salva. Nenhum homem conseguiu viver todos os mandamentos. Daí o porquê de Paulo dizer que todos pecaram, por isso estão privados da Glória de Deus.

A Justiça de Deus, no dizer do Apóstolo, é uma realidade que nos liberta da situação do pecado em que vivemos mergulhados. O que é que significa a expressão Justiça de Deus? O conceito bíblico de Justiça não significa punir ou premiar, mas ser fiel a si mesmo, ser fiel aos compromissos assumidos, ser fiel à sua maneira de ser. Ora, Deus apresenta-se sempre como o Deus de bondade, misericórdia e Amor. Entrar na justiça de Deus é aderir a este Deus bom, misericordioso, amoroso que está sempre pronto a oferecer-nos o seu perdão, pronto a convidar-nos a entrar na Sua comunhão, na Sua vida, portanto, na Sua Justiça.

Por fim no Evangelho, Jesus deixa claro que não adianta ficar só rezando e nada fazer em favor dos mais necessitados. É preciso saber fazer a síntese entre fé e razão. Quem for forte só na , é manco no social. Por outro lado, quem só for forte no social, é manco na fé. O caminho não é um criticar o outro, mas conscientizar-se que o caminho para uma sociedade mais justa e humana é a união dessas duas forças: oração (fé) e ação (social).

E o critério fundamental para saber distinguir quem realmente age assim, não está no falar bem, nem tão pouco no fazer milagres ou, ainda, no ter, constantemente, o nome do Senhor na boca, mas é, sobretudo, no cumprir a vontade de Deus e manter com Deus uma relação de comunhão.

Outro ponto que o Evangelho de hoje retrata, é aquele de construir a casa sobre a rocha, portanto, um
apelo para basear toda a própria existência na Palavra de Deus. Construir uma casa sobre a areia é seguir o caminho do próprio egoísmo e da própria auto-suficiência, à margem das propostas de Jesus, apresentadas no sermão da montanha. Uma vida construída com uma base tão frágil em breve se desmoronará. Daí que podemos nos perguntar: será que a minha vida está baseada na Palavra de Deus ou na palavra dos homens? A minha vida está baseada nos critérios egoístas ou de generosidade? Se quisermos de fato ser felizes, a nossa resposta necessita se pautar na edificação de nossa vida sobre a Rocha da Palavra de Deus. Pensemos nisso!

Deus Abençoe a todos!

Ir. Francisco Aparecido da Silva, CRSP.
e-mail: xicomineiro@yahoo.com.br


Sobre o Ir. Francisco:

- Professo simples da Congregação dos Padres Barnabitas.
- Formado em Filosofia pelo Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus da cidade de São José do Rio Preto - S.P.
- Formado em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino da cidade de Belo Horizonte - M.G.
- Atualmente está se preparando para ingressar no Mestrado em Teologia (estudos Bíblicos) pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção da cidade de São Paulo - S.P.

------------------------------------------------------

OUTROS TEXTOS:

6.º DOMINGO DA PÁSCOA - Domingo, 27 de Abril de 2008
ASCENSÃO DO SENHOR - Domingo, 04 de Maio de 2008

DOMINGO DE PENTECOSTES - Domingo, 11 de Maio de 2008 – Dia das Mães
SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE - Domingo, 18 de Maio de 2008
8º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Domingo, 25 de Maio de 2008

 

 

Agenda e mais >>

   

Expediente

    Copyright © 2005 Paróquia São Rafael - Largo São Rafael, s/n - Mooca - São Paulo | CEP: 03113-020 | Tel.: (0xx11) 2292-4528