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História da Paróquia São Rafael
Páscoa de 1935. Havia 32
anos que os Barnabitas tinham chegado ao Brasil, com presença
consolidada nos estados do Pará e Rio de Janeiro, trabalhando
durante 20 anos no Maranhão.
A fundação de uma casa em São Paulo era um
antigo desejo, principalmente pelo fato de, concentrando atividades
industriais, acolher grande população estrangeira,
sobretudo os imigrantes italianos.

O intento realizou-se quando,
a conselho do Cardeal do Rio de Janeiro, naquela época, Dom
Sebastião Leme, e o Arcebispo de São Paulo Dom Duarte
Leopoldo e Silva convidou os Barnabitas a fundarem uma Paróquia
no bairro operário da Mooca, então Parque Industrial
de São Paulo. Pe. Savino Agazzi, Pe. José Lanzi e
Ir. José de Araújo Góes foram os pioneiros.
Funcionando nos primeiros tempos no barracão de uma fábrica,
iniciaram a cuidar daquela população — mais
de 50 mil —, que se encontrava sem assistência ministerial
da Igreja, possuindo a fama de anti-clerical. Isto explica a grande
ênfase dada à catequese das crianças e dos adultos,
às celebrações festivas, às visitas
nas casas e nas fábricas.
Em
julho de 1937, era lançada a pedra fundamental de um belíssimo
templo em estilo gótico moderno, concluído em 1950.
A partir de 1965, o Pe. Mário Fontana ergueu um Centro Social
de sete andares que além de abrigar as obras pastorais da
paróquia , abrigaria uma creche para crianças carentes
(que funciona até hoje).

De fato, ao mesmo tempo que associações
paroquiais floresciam, obras de assistência e promoção
humana eram organizadas. Aliás, esta foi a preocupação
constante dos Barnabitas na Mooca, ou seja, ações
que visavam ir ao encontro da realidade social do bairro. Constando
originalmente de grande contingente de população operária
italiana, foi todavia sempre habitado por imigrantes nordestinos,
aglomerados nas estreitezas dos cortiços.
Atualmente, a Paróquia São Rafael tem como pároco
Pe. Teodósio César de Aquino. Porém, nomes
como dos Padres Valentino Zappa, Almir Marinho Albuquerque, José
Viana Moreira, Giovanni Morando Marini, Fernando Capra, Fernando
Negreiros, Miguelito e João Parreira da Mata, estão
escritos na história da Mooca como grandes benfeitores.
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