A Quaresma

 

A Quaresma é um período de 40 dias de penitência e meditação para que nos preparemos para a festa da Páscoa, que não é simplesmente uma festa entre outras festas: é a “festa das festas”, a “solenidade das solenidades”, como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos. A Páscoa não tem data fixa porque é estabelecida de acordo com o calendário lunar. Toda semana santa é lua cheia, porque é no décimo quarto dia do mês de Nizan, na organização judaica, que segue a orientação da lua. Esse mês equivale ao período entre a metade do mês de março e metade do mês de abril. Assim, a quaresma, sendo um período de 40 dias de preparação para a Páscoa, tem seu início em data variável e, conseqüentemente, também o carnaval.

Quarenta foram os dias em que Moisés permaneceu no monte em diálogo com Deus (Ex 24,18), antes de receber as tábuas da Lei, que significavam a aliança de Deus com o povo. Quarenta anos foram o tempo em que o povo judeu perambulou pelo deserto rumo à Terra prometida (At 7,36). Quarenta foram os dias que os ninivitas fizeram penitência de seus pecados (Jn 3,4). Quarenta foram os dias em que Jesus jejuou e rezou no deserto (Mt 4,3), antes de começar a sua vida pública de anúncio do Reino de Deus e quarenta foram os dias que Jesus permaneceu na terra depois de ressuscitado, confirmando os apóstolos para a continuidade de sua missão redentora e salvadora.

A Quaresma tem início na quarta-feira após o carnaval e termina na quarta-feira da Semana Santa. Essa primeira 4ª feira é conhecida como Quarta-feira de Cinzas. Estas cinzas significam penitência. São cinzas provenientes da queima dos ramos bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. Vestir-se com roupas feitas de sacos e cobrir-se de cinzas, em sinal profundo de arrependimento dos pecados e penitência por havê-los cometido é uma tradição em toda a Sagrada Escritura.

É um tempo vigoroso, no qual a característica principal é a mensagem de Jesus: “Convertam-se e creiam no Evangelho” (Mc 1, 15). e “Lembre-se, homem, que você é pó e ao pó retornará.” (Ecl 3, 20; Jó 10, 9).  São estas as palavras do sacerdote ao impôr em nossas cabeças as cinzas da penitência, para nos convidar a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Para podermos ter arrependimento e conseqüentemente conversão é necessário saber quais são os pecados que cometemos.

Nos dias da Quaresma, a Igreja nos propõe na Liturgia da Palavra de Deus leituras que se apresentam como uma nova riqueza na sua vida. Determinados pela finalidade da Quaresma, que é a celebração da Páscoa, os textos bíblicos levam-nos a entender este tempo à luz da Vigília Pascal.

Portanto, a atitude fundamental diante das leituras quaresmais deve ser a de escuta tranqüila e penetrante, uma contemplação do plano de Deus sobre nós homens e nossa história, de uma escuta ao chamado de Deus para uma conversão que nos leva à paz, à harmonia e à felicidade” e, no domingo de Páscoa, podermos dizer, felizes: Boa Páscoa, irmão!


Símbolos da Quaresma

São vários os símbolos e atitudes que acompanham esse tempo. Os mais importantes são:

A cor roxa, as cinzas e a cruz
Lembram o caráter de penitência e conversão. A gravidade e o "luto" da Quaresma se manifestam também no visual do espaço celebrativo, sóbrio, despojado. Por isso, nesse tempo, se evita enfeitar o altar com flores.

Ausência de palmas e cantos de aleluia
Neste período também recomenda-se às equipe de liturgia e canto que preparem a celebração sem cantos que tragam a palavra "aleluia" ou que levem os paroquianos a baterem palmas, em sinal de um tempo de abstinência.

Ausência do rito de louvor
Também na liturgia das missas é retiro o canto de louvor, que vem logo após o rito penitencial, pelo mesmo motivo pelo qual não se bate palmas ou cantam-se louvores.

O jejum
O jejum e a abstinência de carne expressam a íntima relação existente entre os gestos externos de penitência, mudança de vida e conversão interior. Orienta-nos a dar mais atenção à Palavra de Deus e ganha característica de compromisso com a população empobrecida que se encontra em permanente jejum. Leia mais sobre o jejum.


A Campanha da Fraternidade

Assumindo cada ano uma situação da realidade social, nos ajuda a viver concretamente a experiência da Páscoa de Jesus nas páscoas do povo; nos levando assim, a caracterizar nosso esforço comunitário de conversão por meio de um serviço bem concreto de gestos de solidariedade.

Veja a Campanha da Fraternidade de 2013, cujo tema é “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). Acesse o site da CNBB.

 

 

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