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Histórias relacionadas à Mooca

 

Jockey Club

O Jockey Club de São Paulo foi fundado em 14 de março de 1875 com o nome de Club de Corridas Paulistano, contando com 73 sócios e um capital de 9 contos e 990 mil réis. A primeira corrida aconteceu em 29 de outubro de 1876, no hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Somente mais tarde, em 25 de janeiro de 1941, foi inaugurado o atual hipódromo da Cidade Jardim.

De um encontro que reuniu no salão do Club Paulista, na antiga rua do Rosário, ilustres representantes da sociedade paulistana da época, o nome de Rafael Aguiar Paes de Barros se sobressaiu como idealizador do Clube de Corridas Paulistano. A ata dessa reunião foi redigida por Antônio da Silva Prado, neto do Barão de Iguape e filho de Dona Veridiana – o futuro Conselheiro Antônio Prado.

Com direito a banda de música e a presença de numeroso público, os dois cavalos inscritos na primeira corrida, Macaco e Republicano, inauguraram as raias instaladas nas colinas da Mooca em 29 de Outubro de 1876. Republicano era o favorito, mas Macaco levou o Primeiro Prêmio da Província.

Atravessando diversos períodos de importância para o Estado e para o País, como a Abolição dos Escravos, a Proclamação da República e, mais tarde, as Revoluções de 24, 30 e 32, o Jockey Club sofreu algumas suspensões de suas corridas, mas, mesmo assim, foi se firmando como protagonista da história da cidade de São Paulo. Foi de lá, também que, em 28 de abril de 1912, levantou vôo o aeroplano pilotado por Edu Chaves que tentou, pela primeira vez, fazer o percurso Rio-São Paulo via aérea. Já em 1920 passa a ter a capacidade de abrigar 2.800 espectadores e, em 1923, é criado o Grande Prêmio São Paulo, até hoje uma das disputas mais importantes do turfe brasileiro.

A atual fase do Jockey começa em dezembro 1940, com a última disputa realizada no prado da Mooca, vencida pelo cavalo Xococó. Em 25 de Janeiro de 1941 é inaugurado, do outro lado da cidade, o novo e moderno hipódromo de Cidade Jardim. A sede social do clube, no entanto, sempre esteve próxima ao seu local de origem. Da rua do Rosário mudou-se para a rua São Bento, depois para a rua 15 de Novembro, Praça Antônio Prado e, finalmente, nos anos 60, para a rua Boa Vista, 280.

Hoje, o Jockey Club de São Paulo abriga cerca de 1.500 animais puro-sangue inglês de corrida, mais os 500 cavalos que estão alojados nos centros de treinamento e que ajudam a formar os programas de corridas. O hipódromo conta com quatro pistas, uma de grama com 2.119 metros, e outra de areia, com 1.993 metros de volta fechada, que são utilizadas para corridas oficiais. Além disso, mais duas pistas auxiliares de areia, para treinos.

Fonte: www.jockeysp.com.br

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Estação Mooca faz Aniversário

Dia 07/09/05, a estação Mooca, na linha D (Luz-Rio Grande da Serra), completou 107 anos de existência. Foi inaugurada em 1898, em trecho da antiga São Paulo Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - a primeira estrada de ferro construída em solo paulista, entre 1862 e 1867 por investidores ingleses.

Algumas décadas depois, com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União sob o nome de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), em 1946. Ao assumir as malhas da antiga SPR e suas estações, a Santos-Jundiaí impôs novos conceitos operacionais e arquitetônicos para as estações, condizentes com aquela época.

Várias unidades do período anterior, inadequadas para as novas demandas operacionais e incompatíveis com os novos conceitos adotados pela companhia, foram demolidas e reconstruídas. Também foram implantadas novas estações.

Assim, a EFSJ imprimiu em estações como Ipiranga, Pirituba, Lapa e Mooca, entre outras, um estilo arquitetônico nitidamente modernista, com muitas referências da arquitetura paulista adotada em edifícios dos anos 50. Basicamente, caracterizam-se por linhas geométricas simples, com estruturas de concreto armado e alvenaria, sempre revestidas com pastilhas (de vidro ou cerâmicas, caso da Estação Mooca).

Com a criação da empresa, em 1992, a Estação Mooca passou a atender ao serviço de trens metropolitanos que circulam pela região. Situada na avenida Presidente Wilson, a estação tem entre os vizinhos antigas fábricas e armazéns, como o Moinho Santo Antonio. Ao fundo, as chaminés da fábrica da Cia. Antarctica dão um certo clima de nostalgia, por onde embarcam, todos os dias, por volta de 6,2 mil usuários.

A estação também já se encontra parcialmente adaptada em termos de acessibilidade, com banheiro para portadores de necessidades especiais e rampa de acesso.

Fonte: www.stm.sp.gov.br

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Juventus e o Cotonifício Crespi

O Clube Atlético Juventus foi fundado no dia 20 de abril de 1924 por funcionários do Cotonificio Rodolfo Crespi com o nome de Extra São Paulo. Essa foi a maneira que esses trabalhadores encontraram para o lazer dos fins de semana.

O começo foi humilde como era o bairro da Mooca. Na década de 20 os campos de várzea cercavam a cidade de São Paulo. O futebol era um esporte que começava a se destacar na cidade. Para muita gente, no bairro, seria apenas mais uma equipe de futebol que estaria se formando entre tantas que se espalhavam na Capital Paulista.

As cores do uniforme do Extra São Paulo eram preto, branco e vermelho, as mesmas da bandeira do estado que acolhia imigrantes de vários países, especialmente os italianos como os pertencentes à família Crespi.

A Família Crespi havia se instalado no bairro da Mooca por volta de 1895. Em 1898 um gigantesco prédio, de três andares, com quase 50 mil m² de área era erguido num terreno de 30 mil m² entre as Rua dos Trilhos, Taquari, Visconde de Laguna e Javari. Tal obra era para abrigar uma fábrica, o importante Cotonifício Rodolfo Crespi. No local os operários cuidariam desde à limpeza do algodão até a produção de tecidos e roupas. A fábrica esteve em funcionamento até o ano de 1963.

Da mesma forma que a fábrica crescia e os negócios dos Crespi prosperavam, a equipe de futebol, Extra São Paulo, se tornava vitoriosa e ganhava espaço no cenário esportivo. A semente estava lançada e em pouco tempo o Extra São Paulo ganhou força, fama. Logo os Crespi passaram a acompanhar de perto as atuações da equipe. Até que um dia decidiram encampar a idéia de adotar a associação. Reunido com os líderes daquele grupo de jogadores, em 1925, Adriano Crespi sugeriu a mudança do nome para Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube. Em troca cederia um espaço para fazer a construção do campo e iniciaria gestões para inscrever o time na APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos) entidade que dominava o futebol paulista naquela época.

O primeiro Estatuto (original), do Cotonifício Crespi Futebol Clube, aprovado em 1°. maio de 1925, é uma das relíquias guardadas na sede do clube até hoje.

Dia 26 de junho de 1925 a diretoria do Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube tomou posse na sede instalada na Rua da Mooca, 504, tendo como presidente o senhor José Masi, que permaneceu no cargo até 1927 quando cedeu a cadeira a Eduardo Patrima. Em dezembro de 1928, na nova sede da associação localizada na rua João Antonio de Oliveira, 9, o conde Adriano Crespi foi escolhido para comandar os destinos do Clube, ficando Eduardo Patrima como vice-presidente. Dia 20 de maio de 1929 os Crespi receberam uma correspondência muito importante da APEA.

Tal documento foi lido em Reunião Ordinária da diretoria seis dias depois. O comunicado tinha os seguintes termos: "Tomamos conhecimento do oficio de 15 do corrente do Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube pedindo a promoção à Divisão Principal. Informamos ao referido Clube que, em caso de ser aumentada a citada divisão, será o mesmo contemplado com a sua pretensão." Assim sendo, estava ali um documento que tornava o Clube candidato oficial junto a APEA, ao acesso à Divisão Principal do futebol paulista. Em 1929 o Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube disputou o Campeonato da Liga Amadora de Foot-Ball. Aliada a excelente campanha na liga Amadora onde se tornou campeão, foi beneficiado também com o aumento do número de participantes no Campeonato da Divisão Principal que seria disputado no ano seguinte.

Dia 11 de novembro de 1929 foi inaugurado o estádio na Rua Javry, 25 (era assim que se escrevia o nome da atual Rua Javari cujo número também foi mudado para 117). E no dia 27 de janeio de 1930 o Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube foi proclamado campeão da Liga Amadora e teve acolhido o pedido para disputar o campeonato da principal divisão de futebol de São Paulo.

Os grandes patronos do Clube eram Rodolfo e o seu filho Adriano Crespi, italianos da cidade do Busto Arsizio, na província de Varesi, próximo a Piemonte. Rodolfo era simpatizante da Juventus, de turin, enquanto o seu filho Adriano gostava da Fiorentina, de Firenzi.

Assim que houve a proclamação da equipe e a confirmação de que o time participaria de uma competição com a elite do futebol paulista, os Crespi tomaram uma decisão. O nome Cotonifício Rodolfo Crespi futebol Clube desapareceria e em reunião de diretoria resolveram batizá-lo de Clube Atlético Juventus, numa homenagem a Juventus de Turin, mas utilizando a cor lilás, da camisa da Fiorentina, de Firenze. Com o tempo aquela cor arroxeada foi passando para o grená (vinho) utilizada até os dias de hoje. Dia 30 de março de 1930 houve a primeira reunião do Conselho Deliberativo como Clube Atlético Juventus.

Clique aqui e leia a continuação deste texto >

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Di Cunto - Como tudo começou...

Donato Di Cunto primogênito e órfão de pai desde os 14 anos de idade, imigrou aos 17 anos em 1878. Embarcou em Nápoles com destino a Montevidéu, onde sua mãe tinha parentes. Como era analfabeto, recebeu a orientação de desembarcar no terceiro porto contado após a travessia do Atlântico: Rio de Janeiro (1º), Santos (2º) e Montevidéu (3º); porém, durante a longa viagem, houve a bordo um surto de doença contagiosa, que obrigou o navio a fazer uma parada forçada, para um período de quarentena. Esse imprevisto o confundiu: considerou o porto de Santos como a terceira parada, e desembarcou.

Não havia ninguém para encontrá-lo e muito menos alguém que o compreendesse ( a imigração de fato somente ocorreria uma década depois). Com muita dificuldade, conseguiu encontrar quem lhe desse guarida (como explicar que havia desembarcado no lugar errado?).

Apesar de jovem, trazia consigo o espírito indômito do imigrante que não tem caminho de volta: isso fez com que fosse se adaptando às circunstancias e ao novo ambiente. Como tinha uma certa experiência no trabalho de carpintaria, teve certa facilidade em conseguir o emprego de ajudante de carpinteiro numa grande empresa da época (Banco União), cujo departamento de construções era chefiado pelo famoso arquiteto Ramos de Azevedo: ligado ao banco, teve condições de se alfabetizar e aprender desenho, chegando, rapidamente, ao cargo de Mestre de Obras do setor da Carpintaria.

Mesmo trabalhando para o Banco, juntamente com o irmão José, recém chegado da Itália, fundou, na rua Visconde de Parnaíba em São Paulo (SP), uma das primeiras padarias da cidade. Eram anos que antecediam a Proclamação da Republica. Em 1895, já desligado do Banco, viajou para a Itália, com a finalidade de visitar a mãe; na oportunidade, casou-se com Rosalia Marrone. Voltou para o Brasil e inaugurou a segunda padaria, localizada na então Alameda Taubaté, atual Rua Borges de Figueiredo, no bairro da Mooca, São Paulo (SP), em 1896. Em 1900 já com 2 filhos, retornou para a Itália.

Em razão de problemas familiares, ficou impedido de voltar para o Brasil: porém, sempre orientou os filhos na direção deste, onde sempre anteviu um grande futuro para todos

Por mais de 30 anos manteve na Itália intensas atividades com distintas realizações, mas sempre manifestou profunda saudade de São Paulo e do Brasil. Assim faleceu em 29 de fevereiro de 1932.

Os sucessores

Em 1934, mortos os pais, os filhos que sucederam numa Carpintaria, decidiram, por iniciativa de Vicente, que era recém casado, imigrarem para o Brasil, seguindo a orientação do falecido pai, com a firme determinação de reabrirem a antiga padaria por ele fundada em 1896.

Aqui chegando, os irmãos, com 2 irmãs, vieram se juntar ao irmão Carlos, renomado médico, formado na Itália, que aqui chegara em 1928, e a irmã Michelina e ao irmão Lorenzo que já tinham vindo para cá um ano antes.

A razão da vinda de Michelina e Lorenzo, deveu-se as más condições do velho sobrado e instalações da antiga padaria uma vez que estavam desocupados há mais de 4 anos; Lorenzo, carpinteiro prático que era, tinha como tarefa colocar a casa em condições de habitação, além de abrir um ponto para venda de pães, a fim de dar início ao processo de reabertura da antiga padaria fundada pelo pai, Donato Di Cunto. Após rápidas adaptações, no dia 14 de março de 1935, os irmãos Di Cunto: Vicente, Lorenzo, Roberto e Alfredo, reacenderam o forno restaurado, iniciando-se, assim, na atividade de Padeiros.

O início foi muito difícil; era uma época de crise, na Mooca e região existiam dezenas de padarias: Roma, Itália, Trieste e Trento, Sguillaro, Iervolino, Batipaglia, Bifulco, Favorita, Sete Estrelas, Grandino, Flor do Brás, e tantas outras que abriram e fecharam em pouco tempo. Era prática de comércio o uso de cadernetas, onde as vendas eram registradas e os fregueses se comprometiam a pagar a conta no final de cada mês; para o comerciante não havia a mínima garantia, assim, os calotes se sucediam na mesma velocidade em que os devedores mudavam de endereço.

Os irmãos Di Cunto pagaram caro pelo noviciado cometeram erros pela inexperiência e amargaram os prejuízos; entretanto, assimilaram os erros e foram se aprimorando na profissão, baseados numa rigorosa economia, onde toda família trabalhava, dando o melhor de si, com o objetivo de vencer na vida, apesar de tantas dificuldades.

Fonte: www.dicunto.com.br/historia.htm


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